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Renda per capita no Maranhão bate recorde histórico e sobe 55% desde 2021, segundo IBGE

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    Portal Negócios
  • 30 de jun.
  • 2 min de leitura
Indicador aponta crescimento consistente da renda das famílias maranhenses e maior poder de compra no período recente.
Indicador aponta crescimento consistente da renda das famílias maranhenses e maior poder de compra no período recente.

O rendimento médio mensal real domiciliar per capita no Maranhão apresentou crescimento significativo nos últimos anos e atingiu, em 2025, o patamar mais elevado de toda a série histórica, chegando a R$ 1.231. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


O resultado representa uma elevação de mais de 55% em relação a 2021, quando o indicador marcava R$ 790, evidenciando uma trajetória sólida de recuperação e expansão da renda das famílias maranhenses nos últimos anos. Em termos reais, a evolução foi contínua: de R$ 938 em 2022, o índice passou para R$ 1.060 em 2023, avançou para R$ 1.132 em 2024 e chegou a R$ 1.231 em 2025, consolidando o melhor resultado da série analisada.


O desempenho foi acompanhado pelo equilíbrio das contas públicas, atestado pelo Ranking de Competitividade, que registrou a ascensão do Maranhão de posições intermediárias em 2023 para um patamar de maior destaque em 2025, reflexo da redução relativa da dívida do estado.


Consumo de energia cresce 43% e sinaliza economia mais aquecida


O avanço da renda média no Maranhão caminha junto com uma economia mais dinâmica e com maior circulação de recursos entre as famílias e os setores produtivos. Esse movimento se reflete em diferentes indicadores, entre eles o consumo de energia elétrica - um dos principais termômetros da atividade econômica. Em 2025, o consumo residencial cresceu 43% em relação a 2021, saltando de 3.737 GWh para 5.334 GWh.


Os dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) revelam ainda que o consumo total de energia elétrica no estado praticamente dobrou no período: em 2021, o volume era de 8.147 GWh, enquanto em 2025 chegou a 16.279 GWh - um crescimento de aproximadamente 100%. Na comparação entre 2024 e 2025, o avanço foi de 8,6%, já que no ano anterior o consumo total havia sido de 14.993 GWh.


O setor industrial lidera esse crescimento, respondendo por 7.840 GWh, o equivalente a 48,2% de todo o consumo registrado no estado. O número representa uma expansão de 406,3% em relação ao período pré-pandemia, indicando uma aceleração expressiva da atividade produtiva maranhense. Para o presidente do Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (Imesc), Dionatan Carvalho:

"O crescimento do consumo de energia residencial no Maranhão está associado ao aumento da renda das famílias e à ampliação de sua capacidade de consumo, o que também se reflete no desempenho de outros setores da economia".

Os indicadores apontam para um fortalecimento consistente da economia maranhense, com avanço da renda familiar, expansão da atividade produtiva e maior dinamismo no consumo - um cenário de crescimento econômico alinhado às ações de desenvolvimento em curso no estado.

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